quarta-feira, novembro 25, 2015

Atualizado em 25/11/2015, em prol da educação e cultura das futuras gerações e porque, depois dos macaquinhos, definitivamente o conceito do que é arte é infinitamente elástico. Originalmente publicado em outubro de 2006.

Começou, no último dia 7, a 27° Bienal de São Paulo. Um líbelo a arte contemporânea "muderna". Como bastião inexpugnável de trabalhos vanguardistas e "pra frentex", este evento se tornou o símbolo do simbolismo abstrato simbolicamente representado por simbolistas de todas as etnias, cores, preferências sexuais, tendências, matizes, texturas e outros adjetivos. Nunca fui muito ligado em arte. Sempre achei que arte era o que Rodin, Monet, Picasso e Miró produziam. Como sou um analfa cultural nunca entendi bem o que queriam dizer os artistas que apresentavam, por exemplo, uma parede de uns 8 metros de comprimento completamente branca com uma coisa branca no meio ou uma fonte jorrando chocolate ou, ainda, um monte de caixa de fitas k7 coladas.

Nesta edição vi, na telinha por que não sou besta de gastar meu suado salário nisso, uma penca de guardas-chuvas pendurados de cabeça para baixo e um telhado. Sim, um telhado. Caibros e telhas. Nada demais. Nada que qualquer carpinteiro/pedreiro não faça todos os dias.

Já que qualquer coisa é arte então aqui vai minha obra. Este objeto representa a ousadia e ênfase que eu, enquanto artista, enfatizo o processo de exteriorização do interior mundano, do ser humano, enquanto capitalista apostólico romano. Notem que os 4 pés representam o alicerce no qual toda a cultura ocidental se apoia, isto é, dinheiro, poder, mulheres fáceis e bebida à vontade. O círculo oblongo, no meio, é a caracterização da busca perpétua pelo caminho da luz tântrica hindu. A cor branca representa a pureza ainda não corrompida. E a etiqueta é a marca do fabricante.

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