quarta-feira, outubro 30, 2013

Eu fico imaginando que nunca disseram para o apedeuta que beber e se medicar, simultaneamente e concomitantemente, pode ter efeitos nefastos.

Somente isso explica a avalanche de baboseiras que ele proferiu ontem por ocasião da "comemoração" dos 25 anos da constituinte (ou constituição, o que veio primeiro).

Começando por elogiar $arney. Sim, dizer que $arney foi importante para a constituição só se foi para ajudar a criar um documento tão cheio de buracos que os protegeriam da justissia brasileña, como se essa instituição falida e venal já não protegesse o bastante. Outra pérola foi acusar a mídia golpista de incapaz. Incapaz de reconhecer que nem todos os políticos são venais, ladrões, mentirosos e omissos. Citou "só quem nunca leu a biografia de Getúlio Vargas e a de JK pode dizer que não existem políticos do bem" (algo assim). É estranho ele citar um ex-presidente, que comandou uma das piores ditaduras do país, como referência a político do bem.

A cereja do bolo ficou por conta do congre$$o, essa pocilga, que homenageou os ex-presidentes com medalhas comemorativas. Não compareceram FHC, adoentado, e Collor.

Mas por que razão se homenagearia um sujeito que foi chutado da cadeira presidencial por maracutaias?

Mistérios.

quarta-feira, outubro 23, 2013

Uma palavrinha sobre o P$4.


No Brasil é senso comum que a carga tributária é a vilã de tudo. Os altos preços cobrados no Brasil, por qualquer coisa de classe mundial, me faz pensar que nossa renda per capita é a maior do mundo. E sabemos que não é.

Mas sem preâmbulos. O cara da $ony, frustrado, declarou que perde dinheiro com o valor de R$ 4 mil cobrado pelo console. Apresentou valores que, de forma geral, dividem o preço em 3 partes: na primeira, de R$ 858,00, estão os royalties; na segunda, de R$ 2.524,00, estão os impostos, tributos e outras sacanagens engendradas pelo governo; na última, de R$ 875,00, estão as margens dos distribuidores.

Deixo a cargo de tributaristas e da Receita Federal a análise dos valores e percentis dos impostos.

Nos USA o console custa US$ 400,00. Neste preço estão incluídos os custos de produção e distribuição, a margem das revendas, os impostos e o lucro. 400 dólares ou, mais ou menos, R$ 876,00.

Ninguém explicou porque no Brasil o preço de largada é o mesmo preço final dos USA.

Nem vão explicar.


terça-feira, outubro 15, 2013

"Não tenho prova objetiva de que há uma bolha aqui, mas existe indicação de que algo acontece. De fato, não sei se há bolha no Brasil, mas suspeito que sim", essa é a declaração de um economista americano que se tornou um prêmio Nobel. Não sei quanto a teoria do achismo, conjunto de chutes hipotéticos sobre qualquer assunto, científico ou não, sem consistência nem provas, pesa na vida das pessoas, mas valer um prêmio Nobel, é demais. 

No Brasil, esse país superlativo, tudo é estranho. Pagamos preços absurdos de caro por produtos que lá fora custam nada. E apartamentos violam a regra do bom senso. E tudo é normal.

Uma pesquisa do sindicato das construtoras aqui da região constatou, óbvio, que os clientes procuram por apartamentos pequenos com infraestrutura de lazer. Muito bem, chamam salão de festas de espaço gourmet, um balde de piscina e o parquinho (com um escorrega e um balanço) de área de lazer infantil. E o cliente idiota engole sem cuspir essa barbaridade.

Vejo apartamentos com espaços ridículos sendo vendidos a preços extorsivos. Mas aqui é o Brasil e o governo abre as comportas de crédito ao infinito e além. 

Isso sim é bolha. E não preciso ser um prêmio Nobel para dizer isso.

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