segunda-feira, setembro 17, 2012

Como todo cidadão do bem abomino políticos e politicagens. Porém, todavia, não me furto em analisar, do meu jeito, o cenário deste zoológico que é a política venal brasileira. Vamos aos fatos. Todo político ou é ou será venal, pilantra ou omisso. Ou tudo junto. A briga entre partidos não é, nem de perto, ideológica. É apenas uma disputa de quanto do orçamento cada lado leva.

Daí vem o mensalão, mensaleiros e outros bichos. A tradicional oligarquia política, apeada do poder pela petezada, luta bravamente para soterrar as aspirações da plebe ignara. As pilantragens, daqueles que eram os principais acusadores da prática enquanto oposição, são tão bizarras e amadoras que trazem vergonha aos picaretas quatrocentões. Mas eles lutam não pela ética e moralidade, aliás ouvi essa do Gean Loureiro candidato pelo PMDB aqui em Floripa e quase me mijei de tanto rir, e sim para retomar à glória das falcatruas nababescas. Mas isso só não aconteceu ainda porque uma boa parte dessa oligarquia abriu os braços para os corruptos neófitos. A sustentação do que foi o governo Lula se deu apenas porque Collor, $arney e outros caciques entenderam que ali estava, com a sua eleição, uma oportunidade ímpar. Tão ímpar que deu no que deu.

E agora chumbo grosso neles. Jornais, jornalistas e jornaleiros desfiam as teorias da conspiração. Valério tem ou não tem provas? Ele falará ou não? Vai morrer?

Mas meus amigos e amigas, não se iludam, isso tudo é apenas jogo de cena. O que importa é o cala a boca que vai rolar. Os mesmos continuam mandando e mamando. E continuarão, até o fim dos tempos. Com ou sem Lula.

Triste do Brasil.


Copyright 2010 Jus Indignatus por Ricardo Rayol*template e layout layla*
Clicky Web Analytics