quinta-feira, abril 12, 2012

Acompanho de longe a votação, pelo STF, da liberação do aborto para casos onde o feto apresenta anencefalia (leiam AQUI o que é isso). Não entendi bem a celeuma que esta votação está provocando entre defensores ferrenhos da proibição definitivamente eterna do aborto.

Por questões de foro íntimo, pessoal e intransferível sou contra o aborto. Mas jamais obrigaria a alguém a não fazê-lo. Minha missão é instruir e aconselhar, se seguem ou não o que eu digo aí é com o tal livre-arbítrio. O Brasil, como país laico, não deveria obrigar a quem não tem crença religiosa, e por crença leia-se entender e ser um praticante participativo nas ações de sua religião, a seguir qualquer dogma. Deixe que o descrente entenda-se com o altíssimo depois.

Mas sendo pragmático, um feto anencéfalo não tem a menor chance de sobrevivência, aliás não tem chance de nada, muito menos de dignidade. Se o religioso esperneante é contra a prática do aborto nessas condições ele que arque com os custos. É fácil defender uma bizarrice dessas se a grana não sai do bolso.

Na minha modesta opinião, aborto nessas condições não é crime, é um ato misericordioso e de muita dignidade. Se estou errado me entendo depois com o Altíssimo.

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