quinta-feira, maio 26, 2011

O governo não é refém da base de "apoio", esta entidade metafísica pragmática e covarde, da pocilga. Logo o que está havendo "é uma revisão do conteúdo do kit anti-homofobia, por não acharmos adequado neste momento" (resumo da desculpa esfarrapada de um ministro). Após a revisão, no dia de São Nunca, com a benção de todos os interessados (em que este kit não seja distribuído) iremos finalmente liberar, ou seja, nunca mesmo.

"A bancada evangélica radical está suspendendo todas as ações em andamento por entendermos que o governo está fazendo sua parte do acordo" (representante infanto-juvenil desta bancada em declaração à imprensa livre e isenta). Por ações em andamento há uma CPIzza de alguma coisa que não me lembro e a convocação do Midas da Multiplicação do Patrimônio, o mago Palocci.

E por último. Lula não é o articulador político branco ou vermelho ou pardo, como queiram, chamado às pressas para apagar os incêndios e acobertar picaretas. O presidente está apenas visitando uma colega, que é plenamente capaz de ser articuladora. Em tempo: Lula é EX-presidente.

sábado, maio 14, 2011

Temei infiéis e descrentes, o Brasil estará pronto para a copa de 2014. Vocês estarão?

quarta-feira, maio 11, 2011

Por dirigir pra cima e pra baixo no caótico, e sem esperança de solução, trânsito de Floripa, vou de rádio ligado. Na CBN, a rádio que toca notícia. Mas como toda a mídia, sou bombardeado pelos dejetos auditivos, produzidos por publicitários e marqueteiros, e que os meios de comunicação chamam de "reclames".

A VW do Brasil divulga o novo Jetta, um carro tão bom que qualquer destino, mesmo os ruins, são ótimos. "Adivinha onde vamos hoje? Pra escola! E depois? Pro dentista!". A mensagem subliminar é que educação e saúde bucal são péssimos destinos.

A Oi divulgando um plano de longa distância (o tal DDD) coloca um sujeito falando com outro sobre o que a mulher dele fez para divulgar o casamento da filha. O tom de deboche chega a ser irritante. A mensagem é: "Minha mulher é uma histérica psicopata".

Uma propaganda local aqui de Floripa também é sexista. Um sujeito chega numa roda de amigos de moto nova comprada em 48 meses (baita roubada). As condições favoráveis do financiamento fazem com que um dos "amigos" se anime a trocar não o carro, mas sim a mulher, pois a manutenção é cara demais.

Propaganda do Engov deveria vir com a mensagem final de que "se beber  não dirija", ou algo assim. É um incentivo a enfiar o pé na jaca em qualquer dia da semana "Por que no dia seguinte a vida não pode parar". Não sei como as autoridades (in)competentes não notaram isso.

O que me surpreende é que são peças publicitárias aprovadas pelos cliente. O que me leva a crer que a estupidez e falta de noção é generalizada.

O contraponto é a propaganda da Totvs. Muito bem feita e com uma mensagem positiva.

terça-feira, maio 10, 2011

Ouvindo a CBN, a rádio que toca notícia, tive o desprazer de ouvir uma reportagem sobre o posto volante do Procon de Santa Catarina. Não que um posto volante seja má idéia, não a é. O que me deixou indignado foi a declaração do prefeito da capital. Disse o ... mais ou menos assim: "O Procon é uma entidade coercitiva. Se todas as instituições seguissem a legislação (pausa, pausa, pausa) do consumidor, o Procon não teria razão para existir". Pois é, se os políticos venais e fisiológicos não metessem a mão descaradamente ou fossem em cana quando o fizessem, ninguém, muito menos as empresas, seriam tão ágeis em ludibriar o fisco, o consumidor e o escambau.


"Faça o que eu digo, não faça o que eu faço", provérbio austro-hungaro-asteca.

segunda-feira, maio 02, 2011

Tenho que reconhecer que tenho uma certa aversão a especialistas. Tive o desprazer de ler uma matéria no Terra onde um deles, Daniel Chaves, pesquisador do laboratório de estudos do tempo presente da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tece alguns comentários esquisitos sobre a ação que culminou na eliminação de Osama Bin Laden.


O que o Paquistão menos quer nessa hora é ter qualquer relação com o ataque. Isso porque lá moram uma porrada de terroristas.


Jogar o corpo no mar, seja lá que ritual islâmico foi seguido (e pelo jeito não tem nenhum), impede que seja feita alguma tentativa de resgate do corpo. Ou então que a divulgação das imagens do "de cujos" saia como um tiro no pé dos EUA.


Jogar o corpo no mar também impede que seja criado um mausoléu de peregrinação, qualquer que seja o desvio mental que leve alguém a peregrinar na cova de um covarde filho da puta. Mas nesse ponto discordo. Acho que deveriam sim enterrá-lo, no deserto, longe das cidades. Quando junta-se um bando de "peregrinos" um míssil Tomahawk seria disparado explodindo a porra toda. Daí, um empreiteiro super-faturado re-construiria o local, aguardando por uma nova leva de simpatizantes retardados.


O especialista criticou a ação no que chamou de "falta de transparência do governo americano". "Ninguém sabia que aquilo estava sendo planejado", disse. Se entendi bem, quem deveria saber, sabia. Ou ele queria que o governo americano divulgasse que sabia onde estava o terrorista e que estava enviando uma força de ataque? Outro comentário deste exímio especialista "foi uma catástrofe de extrema insensibilidade". Se matar um perigoso terrorista, procurado por 10 anos, é considerado uma catástrofe, o atentado de 11 de setembro é o quê?


Não vou me alongar. Vou deixar o benefício da dúvida que o que o douto especialista disse foi, de sacanagem, colocado fora do contexto, prática comum na mídia mentecapta ávida por sensacionalismo. Mas na minha humilde e desqualificada opinião ele, como analista de política externa e terrorismo, é um ótimo comentarista de casamentos reais.

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