Li alhures que o falecido ex-presidente José Alencar era um "político que não se importava em tecer críticas à política de juros praticada pelo Banco Central durante o governo do qual fazia parte" (sic O Globo).
Se com isso eu receber uma linha que seja em qualquer lugar, eu também não me importo, e espero continuar não me importando por um longo tempo, em criticar a política de juros e a política dos amigos dos amigos. O que é estranho é que nenhuma outra política foi criticada, não que seja de conhecimento público. Não lembro de manifestações de repúdio ao mensalão. Entre outras coisas.
Não espero receber nenhum epitáfio magnífico quando passar desta para onde quer que seja meu destino.
Amém?
O mundo está um caos e desfia-se uma penca de manchetes absolutamente irrelevantes mas, de tão bizarras, notáveis.
- Mulher Melancia comemora aniversário com festa à fantasia.
- Anne Hathaway fazia massagens totalmente nua em hotel do Rio.
- Luan Santana é mordido pelo próprio cachorro.
- Chega ao fim o 14º casamento de Gretchen.
- Diana se entregou ao prazer onanista feminino 11 vezes.
Enquanto isso, nossos produtivos magistrados federais armam uma greve em prol de um aumento indecente e imoral em seus imorais e indecentes proventos.
“O todo-poderoso criou o céu, o diabo criou o inferno cristão e o Beto Carrero criou Raskapuska”, versículo encontrado em um dos evangelhos do mar morto.
Não tratarei aqui da guerra na Líbia. Ou do terremoto no Japão. Este escrito é um alerta aos pais e mães ávidos em proporcionar diversão aos seus pimpolhos.
Uma visita ao Beto Carrero pode ser uma surpresa, muitas vezes desagradável. A insistência em enfiar quantas pessoas couberem no parque transforma um dia de diversão numa visita à ante-sala do purgatório. Filas intermináveis combinadas com calor são realmente uma provação bíblica para qualquer ser humano. Mas nada supera o Raskapuska, atração para crianças pequenas que mistura calor, umidade, abafamento e uma música irritante capaz de enlouquecer o mais determinado são.
Por si só a fila já seria um convite a cair fora. Mas não, os pais não desistem. Envolvem-se na promessa de um passeio inesquecível. Esquecem-se eles que “inesquecível” vem tanto para o bem quanto para o mal. No compasso da canção “o que será, será...” (versão demoníaca original, não a versão idiotizada por Chico Buarque) os visitantes iniciam uma travessia singela. À bordo de uma canoa passam por diversos ambientes, repletos de bonecos semi-autômatos que representam diversas facetas do local onde repousam as almas perdidas de políticos e assassinos. A música não para, e as crianças extasiadas se encantam e os pais são assolados pelas piores e terríveis lembranças da infância: o bicho-papão, o lobo-mau, a bruxa malvada e tarefas do lar.
Em determinado momento pode-se ouvir os gritos insanos e súplicas aos deuses para que estes os livrem do tormentoso pesadelo. Somente surdos e cegos poderiam sobreviver à tão dura prova contra a determinação humana.
Não conheço um que tenha sobrevivido sem seqüelas graves. Não se iludam e acautelem-se pois atenciosos pais. O mal espreita nas mais inocentes brincadeiras.
(Texto escrito à pedido de minha filha Bárbara)
Na esteira da esperteza chula de Bruna Putistinha, que levantou, no mau sentido, R$ 4 milhões em renúncia fiscal para produzir o filme sobre seu manual profissionalizante "A escorpiã, ou como se tornar uma puta em 10 fáceis lições", Maria Bethânia, esse horrendo ser que habita a Bahia, conseguiu amealhar R$ 1,3 milhões.
Não sou de baixar o sarrafo em não-políticos. Mas aqui em Floripa tem um programa de rádio e TV, sobre futebol. O que chama a atenção é um sujeito, Paulo Brito, cuja capacidade de proferir chavões, obviedades e frases feitas é impressionante. Transforma um programa que deveria ser sério (ok, meio sério, não se pode ser sério com futebol no Brasil) em ópera bufa. Pelo jeito tem quem goste. No meu caso ouço para dar risadas, melhor disparado que o extinto casseta e planeta.
Um hospital, necessário à cidade de Floripa, está sendo processado pelo ministério púbico e corre o risco de embargo. Alega-se que está construído em área de manguezal. Pelo que vi, passo regularmente por lá, ele está construído em cima de um morro, às margens da SC-401. Caso não consiga provar que estão regulares com o meio ambiente, o hospital, o SOS Cárdio, será demolido.




