quarta-feira, maio 11, 2011

Por dirigir pra cima e pra baixo no caótico, e sem esperança de solução, trânsito de Floripa, vou de rádio ligado. Na CBN, a rádio que toca notícia. Mas como toda a mídia, sou bombardeado pelos dejetos auditivos, produzidos por publicitários e marqueteiros, e que os meios de comunicação chamam de "reclames".

A VW do Brasil divulga o novo Jetta, um carro tão bom que qualquer destino, mesmo os ruins, são ótimos. "Adivinha onde vamos hoje? Pra escola! E depois? Pro dentista!". A mensagem subliminar é que educação e saúde bucal são péssimos destinos.

A Oi divulgando um plano de longa distância (o tal DDD) coloca um sujeito falando com outro sobre o que a mulher dele fez para divulgar o casamento da filha. O tom de deboche chega a ser irritante. A mensagem é: "Minha mulher é uma histérica psicopata".

Uma propaganda local aqui de Floripa também é sexista. Um sujeito chega numa roda de amigos de moto nova comprada em 48 meses (baita roubada). As condições favoráveis do financiamento fazem com que um dos "amigos" se anime a trocar não o carro, mas sim a mulher, pois a manutenção é cara demais.

Propaganda do Engov deveria vir com a mensagem final de que "se beber  não dirija", ou algo assim. É um incentivo a enfiar o pé na jaca em qualquer dia da semana "Por que no dia seguinte a vida não pode parar". Não sei como as autoridades (in)competentes não notaram isso.

O que me surpreende é que são peças publicitárias aprovadas pelos cliente. O que me leva a crer que a estupidez e falta de noção é generalizada.

O contraponto é a propaganda da Totvs. Muito bem feita e com uma mensagem positiva.

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