sexta-feira, novembro 19, 2010

Esta semana duas notas foram publicadas relacionadas ao empresário Eike Batista. Na primeira o bilionário avisa que desistiu de construir um estaleiro em Biguaçu, na grande Florianópolis, levando o empreendimento para o complexo do Porto do Açu, no Rio de Janeiro. Lideranças políticas lastimaram, afinal muita grana ia rolar. Ambientalistas comemoraram. E aqueles que criaram dificuldades para vender facilidades se ferraram.

A segunda diz respeito à negociação, que o mega-visionário está capitaneando, para trazer ao Brasil uma montadora de produtos da Apple. O que me chamou a atenção é que esta montadora seria, eventualmente, instalada no mesmo complexo do Porto do Açu, para onde seguiu o estaleiro. E continuando, na mesma nota, percebe-se que, para implantar o complexo, será necessário um investimento de RS$ 4,3 bilhões e que já tem um plano de ação bem estruturado e investidores ávidos em participar.

Tirando que Açu rima com Biguaçu, qual seria o significado econômico de se criar um mega-empreendimento no Rio de Janeiro e enfiar o estaleiro (com investimento previsto de R$ 2,5 bilhões) em Santa Catarina? Seria apenas jogo de cena para atrair votos para a candidata petista, derrotada, esmagada e, espero, enterrada para todo o sempre amém, no pleito passado?

Pelo jeito, mesmo com autorização papal, o estaleiro ia parar na costa fluminense. O resto é falácia.

O que me causa estranheza é que hoje existem, no mínimo, três instâncias para se obter autorização ambiental, o ministério, o IBAMA e um tal Instituto Chico Mendes... Haja mamata.

Em tempo: Existe a possibilidade de que seja construído um resort com marina onde seria o estaleiro, empreendimento bem mais adequado ao perfil da região.

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