sábado, agosto 22, 2009

Como é de conhecimento público (ou púbico, depende do ponto de vista ginecológico) Débora Secco irá representar o papel de puta. A puta em questão é a Bruna Putistinha, garota de programa que "publicou" um manual com instruções sobre a profissão mais antiga do mundo e conseguiu amealhar quase R$ 4 milhões pela lei Rouanet para filmar sua aventuras sexuais.

A fulana, à época, se fez de indignada, protestando contra a repercussão. Ora, se querem produzir um filme sobre o tal manual, sem problemas, apesar que o selo pornô brasileirinhas produziu um bem didático, mas que o fizesse com investidores de risco. Ela que convencesse alguns empresários a colocarem dinheiro contando com o lucro da bilheteria e não com o benefício público.

Este filme contradiz, em quase toda a linha, os objetivos da tal lei, definidos em seu capítulo primeiro, a saber:

I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais. Chamar putaria de cultura é sacanagem, a não ser que estejam se referindo à "cultura" que rege a pocilga e a casa maior de tolerância.

II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais. Foder é arte?

III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores. Bom, se putaria é cultura satifez plenamente aos espertalhões produtores do pornô.

IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional. Não considero putas, garotas de programa e afins formadores da sociedade brasileira.

V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira. Poderia se aplicar ao caso, se todos os brasileiros vivessem numa orgia sem fim.

VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro. Se a Bruna Putistinha quisesse preservar seu patrimônio ela teria sido freira, não puta.

VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações. Não se aplica, a fulana é 100% nacional.

VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória. Não sei que diabos é isso mas deve ser um baita papo para boi dormir.

IX - priorizar o produto cultural originário do País. Terá sido este item a brecha para conseguirem o benefício?

Art. 2º O PRONAC ....:

Parágrafo Único. Os incentivos criados pela presente Lei somente serão concedidos a projetos culturais que visem a exibição, utilização e circulação públicas dos bens culturais deles resultantes, vedada a concessão de incentivo a obras, produtos, eventos ou outros decorrentes, destinados ou circunscritos a circuitos privados ou a coleções particulares. Em resumo, vai ter exibição gratuita de filme pornô? Ou melhor, vou poder comer de grátis?

Volto a frisar. Renúncia fiscal do governo federal para este tipo de aberração é foda. Ah, o dinheiro não é nosso. É sim, no momento que a União concorda em direcionar os “parcos” recursos adquiridos com impostos para uma bizarrice dessas, representa menos salas de aulas, menos esgoto, menos leitos hospitalares e menos segurança. Brasileiro com certeza é. Cultural não.

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