sábado, maio 02, 2009

A gripoe parlamentar está assustando o mundo. A melhor constatação disso foi nossa chegada ao JW Marriott Cancún Resort & Spa, em Cancún. Estava, literalmente entregue às moscas. Só jornalistas circulavam pelos 35.000 metros quadros das suntuosas instalações. Talvez o pacote promocional tenha ajudado.

O maior termômetro de uma crise é quando a massa das ruas começa a só falar no assunto. Saímos, então, pelas ruas desse aprazível balneário e a cada passo, ao nos identificarem como jornalistas brasileiros, éramos bombardeados com informações e pedidos daquele simpático "pueblo". "O governo não está dizendo tudo", disse-nos um. "É uma conspiração da indústria farmacêutica", disse outro. "A decisão de nos deixar em casa foi acertada, mas e o salário deste período?", comentou um sindicalista. "E essa gripe, hein?", foi o comentário de uma garçonete que nos atendeu em um café. "Faço tudo, de graça, só me leve com você para o Brasil", me suplicou uma jovem, muito gostosa por sinal.

A coisa está preta.

Soubemos, pela internet, que no Brasil, o ministro temporão, reconheceu que a gripe irá bater nos costados brasileiros, com mais força que a marolinha. Um aspone do ministério da saúde comentou, "temos o incrível número de 3.859 leitos para atender a população, estamos tranquilos". Já em Minas Gerais, o governo local declarou estado de emergência. Concluímos que a decisão mineira tem um certo bom-senso, mas também traz um forte viés político. Se a merda bater no ventilador e Minas se der bem, quem é que vai ficar com cara de tacho? Como vai ficar a foto de Aécio no pleito de 2010?

E por que raios dos infernos o Egito está matando porcos?

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