domingo, fevereiro 01, 2009

Nada como viver em um país fortemente direcionado para o social e governado pela esquerda. Um estudo do Iedi, brasileiro e não britânico, mostra que o "spread" (diferença entre o custo do dinheiro captado pelo banco e o custo efetivo do empréstimo repassado ao consumidor) bancário no Brasil equivale a 11 vezes a taxa média registrada nos países desenvolvidos.

Obviamente a Febraban esperneou, sob o argumento de que é impossível comparar "spreads" brutos. A Federação reconheceu que a taxa brasileira é alta, devido aos juros altos, escala limitada e dificuldades para recuperação de ativos. Ou seja, colocaram a culpa na máquina pública, que demanda um volume de dinheiro astronômico impedindo a queda dos juros básicos. Nesse ponto tem razão, mas quando falam em escala limitada e dificuldades de recuperação já estão apelando.

Escala de empréstimos? Nunca antes nesse país se emprestou tanto. Por si só o empréstimo consignado já seria suficiente. Quanto à dificuldade de recuperação de ativos, sim é difícil. Mas é difícil porque os bancos não estão nem aí para avaliação de riscos. E distribuem cartões de crédito como se fossem balas.

Vamos ver os resultados dos balanços de 2008.

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