quinta-feira, novembro 27, 2008




No centro de ensino do Bombeiro Militar, no bairro Trindade em Florianópolis, funciona um dos centros de triagem de donativos às vítimas das enchentes que abateram metade do estado.

Na primeira imagem um caminhão do Imperatriz, uma das redes de supermecados locais, entrega os donativos arrecadados. Só para se ter uma idéia um único, e anônimo, cidadão, doou toda água vista na foto mais 120 das cestas básicas ao fundo. Cabe destacar que o Angeloni e o Hippo, duas outras redes, também compareceram.

Na segunda imagem vemos um grupo de bombeiros descarregando um caminhão de roupas. Cabe lembrar que não é tarefa do Bombeiro fazer esta triagem. Estão colaborando pela experiência que um de seus oficiais tem com desastres. São eles que estão determinando como dividir os donativos e enviá-los para onde há necessidade. Infelizmente não anotei o nome desses militares e peço, caso apareçam por aqui, que os deixem.

A terceira imagem mostra uma montanha de roupa, já pela metade. Mas não esqueçam da imagem número dois. A quantidade de roupa esperando triagem é o triplo que o visto aqui. E ainda estavam chegando mais quando saí. A jogada não é esparramar tudo e depois separar. É preparar sacos com o que se pretende coletar e indo, aos poucos, separando cada sacola recebida dentro do seu respectivo saco-destino. Desmontar uma montanha de roupa é um baita trabalho.

Mais uma vez: Você que está de bobeira em casa dê uma força indo a um centro de triagem. Ao invés de gastar 100 pilas na balada compre donativos. R$ 100,00 dá para comprar 150 litros de água mineral ou mantimentos variados ou artigos de higiene e limpeza. E você ainda se passa por pessoa engajada com aquela gostosa que quer comer.

Ao doar roupas e afins tenham o cuidado de as separar por peças: Calças masculinas das femininas, blusas e vestidos, camisetas masculinas, camisas de botão masculinas, bermudas, roupas infantis, roupas íntimas e, pelo amor de Deus, lembrem-se de amarrar os pares de sapato. É foda encontrar um pé e o outro não. Sem contar aqueles que doam roupas inúteis ou pés de sapato sem par, isso é uma baita sacanagem.

Doação não é lixeira.

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