terça-feira, novembro 25, 2008

Diz um antigo ditado hindu-chino-otomano que em política nada se perde nada se cria, tudo se copia, negocia ou se desvia. Nas cheias da década de 80, em Blumenau, o então governador Espiridião Amin alcançou projeção nacional ao ser filmado carregando criancinhas, no meio das águas turvas. Agora, o atual governador, aquele-que-não-sabemos-o-nome-porque-viaja-pra-caralho, faz o mesmo. Nada contra, até porque se ele estivesse na Itália, destino habitual da autoridade, ele não se elegeria nem pra síndico.

América Latrina. Continuo aguardando o peitaço que o eCUador deu nos contratos com o Brasil. Cabe lembrar que o eventual calote ao BNDES será coberto com dinheiro público, aquele que sai do seu bolso em impostos.

Correios. Não há garantias de entrega nos prazos estabelecidos pela estatal por aqui. Faz sentido considerando que grande parte da carga vai por via rodoviária e as rodovias estão bloqueadas. Pensem bem antes de comprar algo que tenha que ser entregue aqui.

Casan. O diretor da Casan, empresa (ir)responsável pelo saneamento no estado, garante que o abastecimento de água estará normalizado até quinta-feira. A velocidade em que duas adutoras foram consertadas é desconcertante. Me lembra muito quando houve o memorável apagão de 54 horas na ilha da magia há alguns anos. Na época, o trabalho hérculeo dos técnicos da Celesc foi pro brejo quando um singelo vento sul causou o curto-circuito da rede emergencial montada, curto-circuito este causado pelo esquecimento da colocação de separadores entre os cabos de energia.

Ajudem seus irmãos catarinenses, mesmo que vocês não os conheçam. Estou fazendo a minha parte. Faça a sua. Procure a defesa civil de sua cidade e pergunte como ajudar. Não esqueçam que nem todas as cidades possuem um esquema de encaminhamento de donativos. Se criarem um local de arrecadação, organizem a separação das peças doadas por tipo e tamanho. Esse é o grande gargalo que qualquer esforço deste tipo encontra. Acondicionem em caixas de papelão, mais fáceis de empilhar. Se conseguirem bastante donativos mas não tiverem como transportar, não sintam-se intimidados, procurem uma transportadora e peçam para que ajudem a levar até onde exista um centro melhor estruturado. Se o dono da transportadora se negar envie um singelo e-mail para o jornal local enaltecendo o descaso do empresário e publiquem no seu blog.

Em tempo: Ainda há chance de voltar o caos aéreo?

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