quinta-feira, novembro 06, 2008

Mais uma Bienal de São Paulo. Um líbelo a arte contemporânea "muderna". Como bastião inexpugnável de trabalhos vanguardistas e "pra frentex", este evento se tornou o símbolo do simbolismo abstrato simbolicamente representado por simbolistas de todas as etnias, cores, preferências sexuais, tendências, matizes, texturas e outros adjetivos. Nunca fui muito ligado em arte. Sempre achei que arte era o que Rodin, Monet, Picasso e Miró produziam. Como sou um analfa cultural nunca entendi bem o que queriam dizer os artistas que apresentavam, por exemplo, uma parede de uns 8 metros de comprimento completamente branca com uma coisa branca no meio ou uma fonte jorrando chocolate ou, ainda, um monte de caixa de fitas k7 coladas.

Nesta edição vi, na telinha por que não sou besta de gastar meu suado salário nisso, um tobogã. Sim, um tobogã, e duplo. O sujeito sobe uma escadinha e desce deitado em alguma coisa hype. É "obra" de um artista sueco, que ao invés de apresentar uma filmografia pornô ou dildos estilosos, preferiu fazer o público pensar, "Mas que merda é essa de um tobogã no meio da bienal?"

Já que qualquer coisa é arte então aqui vai minha obra. Este objeto representa a ousadia e ênfase que eu, enquanto artista, enfatizo o processo de exteriorização do interior mundano, do ser humano, enquanto capitalista apostólico romano. Notem que os 4 pés representam o alicerce no qual toda a cultura ocidental se apoia, isto é, dinheiro, poder, mulheres fáceis e bebida à vontade. O círculo oblongo, no meio, é a caracterização da busca perpétua pelo caminho da luz tântrica hindu. A cor branca representa a pureza ainda não corrompida. E a etiqueta é a marca do fabricante.

Em tempo: O original foi publicado AQUI.

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