quinta-feira, outubro 09, 2008

Você, leitor amigo, leitora engajada, torce para o Internacional, Palmeiras ou Vasco. O Grêmio, São Paulo ou Flamengo está em Tokio, para a final do mundial de clubes contra o Manchester United, você:

(a) Torce para o time brasileiro?

(b) É Manchester United desde criancinha?

(c) É corintiano.

Esta analogia se aplica também à política. Você votou no seu candidato ideológico do coração, por acreditar que ele tem as melhores propostas para sua cidade, estado ou país. Ou então porque prometeram uma bocada numa repartição pública. Mas seu candidato não foi para o segundo turno. As alternativas são o ruim e o péssimo. Mas você decide, em prol de um obscuro e nebuloso voto útil, votar no péssimo porque não vai com a cara do ruim.

Esse é um dos anacronismos bizarros do processo eleitoral brasileiro não-oficial. O candidato que passa ao segundo turno conta com isso. E a maioria vai nessa onda e valida um programa de governo em que não acredita.

Vote em branco e depois cobre de seus vereadores e governantes as melhorias da cidade. Um candidato que se elege pelo voto útil tem um poder maior de argumentação (não esqueça, você validou o programa dele), do que aquele que foi eleito com um percentual pequeno e sabe que tem muito a fazer para agradar o resto do eleitorado.

Por falar nisso, promessa de campanha não cumprida não é crime eleitoral? Por que não?

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