sexta-feira, agosto 15, 2008

Uma das características marcantes da democracia é o perfeito equilíbrio entre os 3 poderes. Como Motumbo, apoia-se em um tripé, formado pelo exeCUtivo, pocilga e justissia.

A pocilga é pródiga em legislar em causa própria, tornando-se um grande mercado onde se negocia de tudo, mediante uma comissão.

O exeCUtivo procria órgãos públicos como coelhos. "Nada mais justo, precisamos desenvolver o Brasil e isso passa necessariamente pela criação de mecanismos de fiscalização e, é claro, um lugar para acolher nossos despojados companheiros", declarou um alto aspone.

Como baluarte da lei e da ordem, a justissia sempre lutou pelos interesses públicos e privados. "Todo cidadão é igual perante a lei, mas a lei não é igual perante todos", declarou um importante causídico.

A inveja entre as pernas desse tripé gera bizarras situações. Se já não bastasse que dePUTadOS e $enadore$ aumentarem seus próprios salários e proventos e benefícios e a comissão por negócios realizados, a justissia, depois de cansar de reclamar, deu o troco. O Conselho da Justiça Federal forçou a União a pagar a juízes de várias instâncias, 4.000 mais ou menos, um total de mais de R$ 1 bilhão em auxílio-moradia retroativo ao período de setembro de 1994 a dezembro de 1997.

Entenda-se que União somos todos nozes. Além de soltarem cada um dos sacanas venais e corruptos que entram na cadeia ainda batem nossa carteira.

O Brasil é um país democrático pra caralho.

Em tempo: Diversos Projetos de Lei que tratam da punição e prevenção à corrupção, classificados como prioritários, dispensam exigências regimentais para serem incluídos na “Ordem do Dia”, mas, mesmo assim, chegam a esperar quase 15 anos para serem votados. "Não há pressa, estamos analisando com cuidado para não prejudicar nenhum comparsa, digo, associado, opa, nobre colega", disse um importante aspone com exclusividade para o Jus Indignatus. Leiam mais AQUI.

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