quarta-feira, maio 21, 2008

Acompanhando o caso do dePUTadO Paulo "o lado negro da força" da Silva, envolvido com supostos esquemas, fui bater numa reportagem sobre o BNDES. Ex-presidentes e ex-executivos juram, de pé junto perante a imagem de nossa senhora, que existem mecanismos que impedem as falcatruas.

"Os espertalhões, digo, consultores, vendem uma reunião com um aspone como projeto aprovado. Cai quem quer", teria declarado um ex-executivo.

Isso é em parte verdade. Com R$ 80 Bilhões à disposição, é uma presa tentadora para a rapinagem. Não sei como é hoje em dia mas, antigamente, supostamente mediante uma módica, e suposta, comissão de 6%, podia ter, supostamente, seu projeto acelerado na análise. A aprovação não era 100% certa, apenas 20%. Hoje, com executivos entrando pela janela graças ao PT, ficou muito tentador. Mesmo que os mecanismos funcionem, ainda havá espaço para vender facilidades. Acredita quem quiser.

No verão passado, aqui em Floripa, na praia do Jurerê Internacional, reduto de 10 em cada 10 meliantes, uns sujeitos foram pegos vendendo facilidades no FINEP. O olho grande de certos empresários fazia com que fosse adiantada a comissão para facilitar a liberação da grana pública. E os espertos se mandavam. E os jet-sets, putas e abas se esbaldavam.

Espero que, pelo menos dessa vez, a justissia brasileña enforque os culpados. Não é possível que o nobre dePUTadO escape de uma punição pelos seus pares. Epa, punição na pocilga, melhor esperar sentado.

Por falar em Jurerê, estou preparando matéria sobre um resort que está sendo anunciado como a oitava maravilha do mundo. O Brasil é o país do olho grande. Todos realmente acreditam que tem que levar vantagem em tudo. E diz o ditado que olho grande não entra na China.

Copyright 2010 Jus Indignatus por Ricardo Rayol*template e layout layla*
Clicky Web Analytics