quarta-feira, março 12, 2008

Além do pior bar e restaurante de Florianópolis, já comentado aqui, não posso deixar de citar outros aspectos da vida ilhoa e catarinense.

Comecemos pelo tráfego. Hoje, no Bom dia Brasil, desfiaram um rosário de situações calamitosas envolvendo o trânsito pelo Brasil afora. Em Floripa não é diferente. Apregoam as maravilhas da ilha da mágica, vêm um monte de gente morar aqui, sem contar com as facilidades de crédito para a compra de automóveis, e isso virou uma zona. Moro atualmente no continente, numa cidade conurbada, passo pelas pontes todos os dias. E todo o dia é um inferno. Existe uma comissão de vários órgãos e associações com o intuito de encontrar soluções, mas supostamente é boicotada pela própria prefeitura. Ações simples, como impedir a circulação de caminhões e estacionamento ao longo de certas vias, em horários de pico, iria ajudar bastante. Sem contar que os ônibus circulam de forma imbecil. Na maioria das vezes se você vai de um bairro do continente a outro, também ali, tem que vir até a ilha. Nos finais de semana a disponibilidade de transporte coletivo cai pela metade, mesmo no verão, mesmo indo para as praias. Os horários são bizarros.

Temos um cadeião que, por conta de um surto de tuberculose, está impedido de receber presos para triagem pelas próximas 48 horas. Isso que eu chamo de habeas corpus preventivo. A violência cresce a olhos vistos. A mendicância também.

Na Operação Moeda Verde, conhecida internacionalmente como "Green Coin Operation", vários empreendimentos ficaram sob suspeita de terem se favorecido com licenças ambientais fajutas. Todos sabem como a justissia no Brasil é morosa. Levaria a crer que esses empreendimentos teriam suas obras suspensas, ou que as instalações já contruídas fossem demolidas. Ledo engano. Todos, sem exceção, estão a pleno vapor e em vias de conclusão.

Um catarinense, Roque Pellizzaro Júnior, presidente da CNDL, tem agenda no MEC, para tratar de assunto que interessa a centenas de cidades diretamente dependentes do turismo. Quer a extensão das férias escolares de verão. Caraleos, nossos alunos tem um carga horária baixa. Por que não investem em outros tipos de turismo? Sem contar que esse ano a exploração do turista alcançou patamares incríveis. Os preços praticados em todos os setores foi de amargar.

A ponte Hercílio Luz, marco representativo da ilha da mágica, está em reforma há mais de 12 anos. Consumiu algo em torno de R$ 30 milhões, até agora. E ninguém fala nada sobre o assunto.

Só aqui Romário e Fábio Jr são tratados como deuses do olimpo estelar das celebridades.

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