quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Quando eu era pequeno, lá nas quadras de Brasília, corria um ditado que dizia assim, "amor de pica quando bate, fica". Era relacionado ao descabaçamento de meninas por jovens e impolutos mancebos. A guria perdia o cabaço e se apaixonava pelo garanhão matador. Naquela época, transar sem pagar era uma tarefa hérculea.

Mas por que raios dos infernos estou falando sobre isso? Muito simples. Lendo o blog do Fábio Mayer notei que no seu último artigo, sobre a indecente arrecadação de janeiro, 10% superior à janeiro de 2007 e sem CPMF, ele filosofava sobre uma possível cobrança da sociedade pela redução da carga tributária, caso o aumento da arrecadação perdurasse.

Tenho minhas dúvidas certas. O brasileiro se acostumou em ser achacado. Por exemplo, todos diziam que a CPMF aumentava em 5% o preço final dos produtos (que na verdade eram 2% mas isso é outra estória). Com a sua extinção muitos rejubilaram-se. Mas me digam aí. Alguém notou uma redução de preços? O biscoito de 1 real caiu para R$ 0,95? O carro popular, de R$ 30 mil, caiu para módicos R$ 28.500,00? É óbvio que não.

O mesmo irá acontecer com os impostos. Nos próximos dois anos nosso apedêutico presidente, que pode ser analfabeto mas de burro não tem nada, vai embarrigando a reforma tributária (ou aprova uma colcha de retalhos inútil), enche as burras de dinheiro e lança, uma após outro, planos de inserção social, como o bolsa-geladeira, o bolsa-máquina de lavar e o bolsa-TV de plasma 42', e elege, sem suar uma gota, seu sucessor. E por mais que esperneemos, nada muda. Mesmo que outro cara assuma, será que ele iria abrir mão dessa mamata?

A conferir.

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