segunda-feira, janeiro 21, 2008

Nosso intrépido líder blasfemou. Disse que não haverá aumento de impostos. Não quer aumento de impostos. Duas frases mentirosas auto-excludentes. Ele querer não é certeza que todos não queiram. E daí não haver são outros quinhentos. E, como se sabe, contra números não há argumentos. E a estatística é uma ferramenta maravilhosa de enganação. Vejo os petistas abanarem com folhas e mais folhas recobertas de números que provam isso ou aquilo. Mas é como o copo, dependendo de quem vê pode estar meio cheio ou meio vazio.

No seu discurso de hoje está extasiado com o aumento da receita, pela melhoria na eficiência da fiscalização. Acabar com a sonegação é o objetivo. Louvável. Mas ninguém diz que a existência de sonegadores é decorrente da alta tributação nacional com baixíssimo, quando nenhum, retorno do dinheiro arrecadado. Fora os pilantras.

“Estamos com a combinação perfeita. A economia cresce, o governo arrecada mais, o governo investe mais”, proferiu messianicamente. Por que é idiota esta afirmativa? O governo tem que se preocupar com a questão regulatória e legal. Criar os mecanismos para que os investidores privados assumam os riscos de bancar infra-estrutura, seja ela qual for, e, caso pisem na bola, passar a concessão para outro. Isso gera emprego, gera renda e gera impostos. Investir no mínimo, saúde, segurança e educação de qualidade.

O resto é cabide de emprego.

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