quinta-feira, janeiro 31, 2008

Eu sou um cético declarado. Deixei há muito minha ingenuidade. Muito tempo mesmo. Por isso estou aqui, me coçando, ao ler que o BRB generosamente, ofertou R$ 800 milhões pela folha de pagamento do GDF. Coisa que até hoje fazia sem desembolsar um único puto sequer pelo privilégio.

Ah, dirão os puristas, o GDF resolveu rifar sua folha, ganhar algum e deixar seus funcionários felizes. Sim, muito sagaz. Mas como é que um banco que lucrou R$ 100 milhões ano passado vai encarar, só no primeiro ano, um desembolso de R$ 200 milhões?

Fazendo uma conta burríssima. São 130 mil correntistas do GDF. Isso deve gerar algo em torno de R$ 24 milhões em receitas de tarifas excorchantes/ano. Para empatar o investimento, todos os correntistas deveriam entrar no cheque especial, em média, R$ 1.410,00/mês cada um. Para ganhar os R$ 176 milhões faltantes, administrando fundo de investimentos, cada um dos 130 mil funcionários do GDF deveria aplicar R$ 770 mil, durante um ano.

Claro que é simplismo. Existem mil maneiras de um banco ganhar dinheiro, vide o Bradesco com seus R$ 8 bilhões de lucro.

Mas diz um velho ditado hindu-neo-zelandês: "Quando a esmola bancária é grande, o santo justiceiro desconfia".

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