terça-feira, janeiro 29, 2008

Como não são capazes de revolucionar o ensino público, fundamental e médio, inventaram as tais cotas. Na canetada, porque não é lei ainda, obrigando as universidades públicas a destinar parte de suas vagas a quem vem de escola pública e membros da raça negra.

Sou vítima do sistema de cotas. Fiz vestibular para a Universidade de São José, a primeira universidade pública municipal do Brasil. Entre mais de 190 candidatos fiquei em 32º (sem ler uma linha, sou um gênio). Mas como somente 12 vagas eram destinadas aos oriundos de escolas particulares eu dancei. O primeiro colocado por cotas teve menos pontos do que eu.

Então tudo isso é muito bonito no papel, mas não levam em conta os fatos bizarros. Por exemplo, na UFSC, o melhor colocado, no curso de medicina, pela cotas ficou uns 20 pontos abaixo do último colocado sem cotas. O último colocado por cotas ficou muito longe do primeirão. Um aluno, pobre, de classe pobre e de família pobre, conseguiu uma bolsa em escola particular, estudou pra caraleo, ficou muito bem colocado mas, por causa dos cotistas, não entrou.

A UFSC entrou com uma liminar contra esse contra-senso educacional. O que gerou um debate relâmpago, na semana passada, no jornal local, da TV odiada por 10 entre cada 10 idiotas de esquerda (merchandising só pagando). A representante do MNU, o que quer que signifique essa porra, não tinha um único argumento sequer para defender essa bizarrice. O representante da UFSC bateu a vontade. E a anta afro-descendente só fazia murmurar "Veja bem, temos que avaliar a questão da raça". Que questão da raça caralho?

E como está uma confusão só, um vereador do PT da capital, não satisfeito, me sai com a seguinte pérola, "No meu entendimento, é a ausência de ética diante da história". Destacou que a reserva de cotas seria uma "reparação histórica" pelos atos cometidos contra negros em séculos passados (sic Terra).

Se querem uma reparação histórica então peguem um navio, pago pelo contribuinte é claro, e voltem para a África uai.

E não esqueçam do projeto de lei de um cretino que quer criar cotas em empresas. Isso vai ser objeto de outro post em breve.

Em tempo: Antes que um filho da puta politicamente correto venha chorar as pitangas e se declarar viado (aliás, isso aqui virou confessionário de petista que quer sair do armário e olha que nem sou o Roberto Jefferson). Sou filho de nordestinos, pobres, que estudaram muito e ralaram mais ainda para pagar uma educação de qualidade para mim e meus irmãos. Por ser moreno eu poderia jogar o caô que sou pardo. Pardo é urso, eu sou é ético. Então VTNC.

Em tempo2: Eu ia ilustrar este artigo com os dados do vestibular 2008 da UFSC. Provaria cabalmente a perversidade desse sistema. Mas um gentil hacker invadiu o site deles, pegou a lista e jogou no ventilador. O site está fora do ar.

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