quinta-feira, setembro 13, 2007

O comentarista anônimo, que discorreu sobre o voto secreto, me chamou a atenção para um erro. Reproduzo o seu novo comentário a seguir, com minhas devidas ressalvas:

Solicito ao atento e observador blogueiro (não me sacaneia, não li atentamente) que releia, por favor, o texto que se inicia com a expressão "excepcionalidade do voto secreto nos parlamentos (...)" indicando, como se percebe, que o autor quis se referir apenas aos casos especiais nos quais os parlamentos democráticos abrem mão da regra, o voto aberto. No Brasil são meia dúzia de casos, entre eles, por determinação constitucional, a cassação de parlamentares. (bom, de forma geral, quebra de decoro parlamentar implicitamente envolve alguma sacanagem executada e liderada por algum político venal, quando não crime comum como matar alguém com serra elétrica. Logo, em um regime democrático quero sim saber como o filho da puta que elegi está votando. O que é bizarro é que o Brasil está reconceituando o modo como se pratica a democracia).

Peço ainda ao ilustrado e bem informado blogueiro (sem ironias) que se recorde do famoso caso do processo de cassação do ex-deputado Márcio Moreira Alves, em plena ditadura militar. Foi precisamente o voto secreto (de deputados da Arena) que impediu que o parlamentar do MDB fosse cassado em 1968 por "crime" de opinião pelo regime autoritário. (É o risco que se corre, se os Arenistas não gostavam do cheiro de onde tinham se metido que se bandeassem para o MDB. Continuo acreditando que o voto secreto é um refúgio onde covardes venais se escondem. E em 1968 tinha 5 anos, não sofro ainda de Alzheimer mas tá de sacanagem que eu ia lembrar disso)

Concordo inteiramente com o blogueiro em relação ao absurdo da sessão secreta, que em nada atine à forma de voto (você usa um tempo verbal de atinar, acertar ajuizar. Não entendi bem a relação. Se foi um erro de digitação e queria dizer atinge, discordo. O voto secreto E sessão secreta são recursos de incapazes de honrar as calças e saias que vestem). Esse dispositivo, que existe também nos tribunais, merece mesmo os adjetivos de bisonho e bizarro, assim como alguns blogs e blogueiros.(o mundo não é perfeito)

Finalmente, quanto à forma polida e elegante com que trata os comentaristas, inclusive os anônimos, retribuo. (Como eu sempre digo aqui, se não xingar a mãe e a minha inteligência, que é superior à minha atenção e ilustração, eu pondero na minha forma peculiar, caso contrário mando TNMDPDODC)

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