quinta-feira, agosto 23, 2007

“Caro mago,

Sou presidente de um importante órgão público. Fui guindado a esse cargo graças ao meu relacionamento pessoal com personalidades da vida pública do meu estado de nascença. Sempre levei uma pacata vida administrativa e, a princípio, fiquei receoso com a proposta. Meus patrocinadores garantiram que a minha alta capacidade de invisibilidade permitiria a passagem pelo cargo sem maiores traumas, só me restando assinar cheques e outros documentos indecifráveis. Mas não foi o que aconteceu. Logo depois começaram uma série de crises, cada uma mais grave do que a outra. Mesmo assim fui condecorado pelos relevantes serviços que prestei ao setor. Me culpam de tudo o que acontece. Estou me sentindo muito frágil e desamparado. Não atendem mais meus telefonemas. O que eu faço?”

Ass: Presidente despreparado desesperado.

O mago responde: Caro irmão despreparado, como mago esotérico oportunista entendo que está passando por um questionamento interior dialético. Sua avidez, em auferir maiores fluxos de recursos para si e para quem o patocinou, toldou-lhe a perspectiva dicotômica. Ensinamos, em nossas filiais, um velho provérbio indo-tibetano que diz "quem tem olho grande não entra na China". Analise suas ações passadas. Tenho certeza que sua ambição é a causa de seus problemas. Concluo que o comportamento atual de seus patrocinadores era esperado, considerando, nirvanicamente, que estas ações, durante as crises, provavelmente comprometeram a idoneidade destas personalidades. Não esqueça que crise é o caos somado à oportunidade. É bem provável que estes luminares da administração pública estejam esperando uma decisão divina para encaminhar as soluções que sejam as mais caras, mais visíveis e que possibilitem maiores lucros obscuros. Sugiro que prepare um dossiê e coloque em local seguro para o caso de acontecer algo inesperado, como sua morte por exemplo. Nós, "magos", gravamos todas as conversas e acordos informais com os críticos venais que compramos e os editores gananciosos que adulamos. Tenha fé e reze. Procure a filial da Hector Hereeye Foundation mais próxima e contribua, regiamente, para sua elevação espiritual.

--------

"Dear Hector Hereeye, the Wizard

I am a pop singer who was an idol to teenagers until, one day, I started to have children by my own. I entered in depression and I started to make stupid things as to find me to a really superstar, make love with women and to walk around without panties. My entrepreneurs said that I am insane person. My recorder said that I am insane person. My public said that I am insane person. What can I do?"

Regs: Unprepared brainless singer.

The wizard answered: Dear sister brainless, you need, by urgency, to make a course of dialetic tantrism. The Hector Hereeye Foundation will be able to help it to know your body and thus to explore desires profligates of yours. Thus you be able to have a normal behavior in public and to reconquer your fans. I can help it in this question for being master in this millenarian art. And brings together your girlfriends.

--------

"Prezado Magaço

Estou muito entusiasmada com a minha tese de doutorado e quero te pedir uma opinião a respeito: o que é parapsicológico nos psicopatas enquanto são esdrúxulos, claro que nas suas incontinências astrológicas e ambientais e não nos seus confins confinados? Irás me dizer, eu sei, é uma condição etérea sim, mas no fundo e nos abstratos derradeiros também? Podes me esclarecer, estou tendo um pouco de dificuldade para dissertar. Aguardando a tua luz que me iluminará, per seculum seculorum."

Ass: Doutoranda despreparada incomodada.

O mago responde: Minha querida irmã doutoranda, o confinamento da psicopatia é comprovadamente uma forma escatológica de submissão do id enquanto alter-ego. Na fé esotérica oportunista aplicamos a lei divina nirvânica que diz: "Vinde a mim os psicopatas por que deles é o reino dos céus, desde que tenham as contas bancárias abarrotadas de recursos e fundos financeiros". Desta forma, percebe-se que o abstrato exdrúxulo deixa de ser imaterial para se tornar espiritualmente palpável. A intangibilidade da personalidade dicotômica proporciona dialeticamente conclusões interessantes, não acha?

Copyright 2010 Jus Indignatus por Ricardo Rayol*template e layout layla*
Clicky Web Analytics