segunda-feira, agosto 13, 2007


A CPMF foi criada no governo FHC, esse bastião da tese do "pimenta nos olhos dos outros é refresco", para suportar investimentos na área da saúde. Como todos sabem acabou indo para a vala comum e utilizado, como tantos outros impostos, para sustentar, de forma perversa, a máquina pública. Ou ainda pior, sustentar a máquina de desvio de dinheiro público, como visto no escândalo das sanguessugas.

"Pouco da receita proveniente da contribuição vai para investimentos que resultem na construção, ampliação ou estruturação de hospitais públicos. Por outro lado, o pagamento de serviços terceirizados - necessários diante da insuficiência de leitos nos hospitais da rede pública ou da ausência de equipamentos - consome uma fatia crescente da arrecadação. Neste ano, de uma quantia de R$ 9,8 bilhões, já contabilizada pelo governo como despesas executadas, apenas R$ 211 mil se destinaram à fatia de investimentos (provavelmente na compra de laptops tão necessários para a saúde da população brasileira). Enquanto isso, cerca de R$ 122 milhões foram aplicados no pagamento de serviços médico-hospitalares terceirizados" (que serão investigados pelo TCU, que descobrirá algum uso suspeito dessa montanha de dinheiro) (o entre aspas foi retirado do site do Terra). Em resumo, o imposto é arrecadado mas ao invés de investido, para um salto qualitativo na saúde pública, pagam a uma rede conveniada para atender o povo, deixando brechas para uso indevido.

O que chama a atenção é que, apesar dos protestos quando oposição, os petistas mantiveram e lutam pela sua prorrogação. Pelo motivo óbvio, manter programas sociais de benefícios duvidosos, os "cumpanheros" empregados e felizes e os tubarões do desvio de dinheiro satisfeitos. Com a prorrogação deixam para o próximo governo, se houver, o abacaxi de equilibrar as contas.

Sou partidário da desobediência civil. Apesar de uma das maiores cargas tributárias do mundo não temos a contra-partida em serviços. Pago escola particular, as escolas públicas daqui seguem o padrão brasileiro mérdio, a empresa paga meu plano de saúde, que, por uma bizarrice local, depende do sistema público para atender o usuário (isso será alvo de um post em breve, a situação da saúde aqui na paradisíaca, rota de lavagem de dinheiro e desenvolvida ilha da magia não deixa nada a desejar aos mais pobres estados do nordeste) e tenho que contar com minha perícia com armas e capacidade de reação física, considerando que a segurança pública vai ladeira abaixo.

E ainda sou penalizado com impostos. Mandei um email aos nobres representantes do povo catarinense. O deputado Carlito Mess, do PT, por meio do seu chefe de gabinete, Eduardo Dalbosco, me enviou quase que imediatamente uma resposta gigantesca, prontinha. Já o deputado Djalma Berger, PSDB, se manifestou publicamente contra. O resto nem se deu, como sempre, ao trabalho de responder.

Esse post faz parte da blogagem coletiva promovida por vários blogueiros e organizada pela Shirlei Horta, do blog Mataador.

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