terça-feira, junho 05, 2007


Nos últimos anos vimos mudanças drásticas no clima da Terra. Onde antes estações amenas, mudanças radicais de temperatura. Frio intenso, enchentes devastadoras. Em todos os cantos do mundo. A partir de 1988 começaram as tratativas que culminaram no protocolo de Kioto em 1997. Esse tratado propõe um calendário pelo qual os países, desenvolvidos, têm a obrigação de reduzir a quantidade de gases poluentes em, pelo menos, 5,2% até 2012, em relação aos níveis de 1990. Os países signatários terão que colocar em prática planos para reduzir a emissão desses gases entre 2008 e 2012. A redução das emissões deverá acontecer em várias atividades econômicas. O protocolo estimula os países signatários a cooperarem entre si, através de algumas ações básicas:

a) Reformar os setores de energia e transportes;
b) Promover o uso de fontes energéticas renováveis;
c) Eliminar mecanismos financeiros e de mercado inapropriados aos fins da Convenção;
d) Limitar as emissões de metano no gerenciamento de resíduos e dos sistemas energéticos;
e) Proteger florestas e outros sumidouros de carbono.

Penso que, até certo ponto, a destruição de cidades deva ter beneficiado alguém, movimentado a economia e coisas assim. Bom para os políticos e empreiteiros venais que faturaram, e ainda faturam, alto com a desgraça alheia. Nesse ponto me pergunto sobre as posições dos EUA e da China, os maiores poluidores do mundo, e imagino que deva ter rolado uma grana grossa para reformas e contas bancárias pessoais. E somente agora, 10 anos depois, se tocaram que o custo de recuperação dos danos, doenças, enchentes, avalanches, nevascas etc, causados pelo clima está estrapolando o aceitável. 10 anos de grana farta, no mínimo.

Um outro aspecto da questão é sobre ambientalismo radical. Sou contra radicalismos. Quando vejo alguém que impede a construção de barragens, que vai proteger uma cidade de inundações, por que essa obra irá prejudicar as marmotas albinas siamesas, fico puto. Ou aquele que diz que se deve exterminar os rebanhos bovinos pois os arrotos e peidos das vacas aumentam o efeito estufa. Pura babaquice (o extermínio, não o efeito estufa). Tenhamos bom-senso. Principalmente em assunto tão sério.

Por último, como acredito que grande parte do que acontece no mundo é culpa de políticos venais ao invés de exterminar o pobre do boi no pasto façamos isso.

Em resumo, não só devemos batalhar pela educação ambiental, em todos os níveis. Devemos cobrar as ações de nossos representantes para que as medidas necessárias sejam tomadas. Não vi no PAC do Lula nada nesse sentido. E se alguém se lembra temos um dos maiores mananciais de água doce do mundo sob nosso solo, o aqüífero Guarany. Fora uma ou outra ação nada de concreto chega ao nosso conhecimento relativo à proteção desse patrimônio. Eu não bebo nem petróleo nem etanol.

Essa é uma blogagem coletiva sugerida pelo Lino Resende. Participem. Vejam o texto no "A Cor da Letra" aqui.

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