quinta-feira, abril 05, 2007

O ser humano é realmente um poço de surpresas. Na década de 70, com a crise do petróleo deflagrada quando os árabes descobriram que estavam sendo roubados e que podiam ganhar uma grana preta, vários países iniciaram pesquisas de fontes alternativas de combustível. Não só pelo aumento do preço do “ouro negro” mas pela constatação que em algumas décadas essa fonte ia secar. Estamos há uns 40 anos do esgotamento do petróleo. E, agora, começa a verdadeira corrida pela criação de fontes alternativas. O Brasil vêm se destacando no campo. Os EUA também. Mas lá é baseando-se em etanol derivado do milho.

Já começamos a sentir o que significa plantar gasolina. O preço do milho no mercado internacional está subindo. Uma demanda por 3 vezes a produção de etanol é o fator principal. Imagino o que acontecerá com o preço da cana de açúcar, em breve.

Tenho dito que era só o que faltava trocarmos comida por combustível. E a população vem crescendo inexoravelmente. As terras para cultivo são finitas. A comida também é. Veja o exemplo, encher o tanque de um utilitário esportivo (95 litros) com etanol puro requereria mais de 200 quilos de milho, um volume de cereal que contém calorias suficientes para alimentar uma pessoa por um ano. Numa conta simples, se o sujeito rodar economicamente gastará uns dois tanques desses por mês. Em um ano são 24 tanques. Resumo, enquanto 24 pessoas morrem de fome o playboy se diverte.

Será essa a única alternativa?

Tem post novo do esotérico Heitor Caolho.

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