domingo, março 11, 2007

Leio no site do Terra que o presidente do ConASS, Jurandi Frutuoso, afirmou que o gasto com a distribuição indiscriminada de remédios para doenças raras ou de tratamento prolongado (como a aids ou a hepatite dos tipos B e C), tem ameaçado os serviços de atenção básica à saúde. Ele defendeu que a distribuição desses remédios sejam disciplinadas. 1/3 do orçamento da União é gasto com remédios excepcionais ou de uso continuado. E, pasmém, alguns desses remédios excepcionais não têm sua eficácia comprovada, uma vez que não têm o registro da ANVISA, mesmo que tenham sido aprovados pelo FoDA norte-americano. Faz ainda uma grave denúncia dizendo que muitos profissionais da saúde receitam remédios caríssimos por influência dos laboratórios, explorando cruelmente o erário nacional.

Junta-se a ele a ministra Ellen Gracie, a mesma que acha que condenar um adolescente por arrastar um menino por 7 quilometros uma decisão emotiva, acatando pedido do estado das Alagoas. Nele, o estado, contesta a obrigatoriedade de fornecer remédios para pacientes renais crônicos em hemodiálise e transplantados. A ministra considerou que ao beneficiar algumas pessoas, a medida reduziria a possibilidade de o Estado oferecer serviços de saúde à coletividade (sic terra).

Então é o seguinte. Se você tem cancer de próstata, de mama, hepatite, problemas nos rins ou AIDS morra sem reclamar. O Tesouro Nacional agradece.

PS: conASS e Frutuoso... sei não.

Update : 22:22 - Retrato do atendimento do SUS

O senhor Nilton Coelho passou mal às 2 da manhã, em casa. Foi levado para o hospital público de Santa Cruz, zona norte do Rio, D Pedro II. Às 14:00, depois de passar 12 horas passando mal numa maca no corredor, foi internado na UTI. Faleceu às 15 horas. Causa? desconhecida. Morreu sem atendimento e sem diagnóstico. E ficará por isso mesmo. VTNODC.

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