sábado, março 17, 2007

Li no Serjão uma nota sobre um sujeito que criou um blog para cobrar o Ciro Gomes que lhe devia uma grana. Pela leitura da nota publicada entendi que eram 50 reais e, pelo jeito, era uma quantia substancialmente maior. Muito bem, fiz meu comentário, dentro da minha habitual e debochada linha, onde digo que "por 50 pilas eu dava uma pedrada no Ciro e pronto".

O tal sujeito se indignou e me enviou um comentário que reproduzo a seguir: "Bizarro é o que diz vc Ricardo Rayol num blog que dá link ao seu sobre o calote que tomei de Ciro Gomes... justo vc que diz ser cidadão exercendo cidadania... vc é medroso é ? cidadão medroso ? o ciro pra mim não vai querer se expor a discutir o calote pois o profissional em questão que foi caloteado tem muitas provas como vídeos de making-of que indicam que ele trabalhou mesmo na campanha.De mais a mais em que mundo vive vc Rayol que acha que politico dá nota fiscal em campanha eleitoral ???"

Bom, vou tecer então meus comentários a respeito desse mal-educado comentário. Primeiro, meu comentário não merecia tamanho destaque, se entendi errado reclame com o Serjão (te vira malandro). Segundo, sim exerço minha cidadania e meu direito constitucional de dizer o que eu quiser sem ser patrulhado, então te vira malandro. Terceiro, se você viesse educadamente explicar o que aconteceu (dizendo o real montante objeto de sua indignação), teria um aliado, já que tem a prova da dívida, apesar de eu não concordar com a quarta parte, agora te vira malandro. Quarto, o mundo que eu vivo preza pela ética e transparência e não em fazer qualquer coisa por dinheiro. Fazer negócio SEM nota fiscal é algo escuso e ilegal. Eu é que pergunto, em que mundo vive você sujeito que acredita em "fio de bigode" de político, papai noel e coelhinho da páscoa?

Não sou medroso pois não só publiquei seu comentário mal-educado como perdi alguns minutos do meu sábado falando sobre isso. E, exercendo meu direito constitucional de manifestar minha opinião, digo: Foi se fiar na "Lei de Gerson", se fodeu.

PS: Já que confessa que fez um trabalho no "fio do bigode" imagino que também não emitiria a correspondente nota fiscal. O Serjão fez a gentileza de me lembrar que isso é crime eleitoral e fiscal. De ambas as partes.

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