quinta-feira, novembro 09, 2006


Mais uma do democrata Marco Aurélio Garcia esse prócer da defesa dos direitos civis, aquele que após a vitória de Lula disse que a imprensa tinha que rever sua posição perante o episódio do mensalão. O assunto é a quebra do sigilo telefônico da Folha, o que é estranho considerando a petralhada instalada lá. Diz esse bastião do estado de direito que a quebra do sigilo tem que ser explicada pela justiça, e que a PF e o governo não sabiam. A quebra de sigilo, qualquer um, é derivada de um investigação. Investigação é feita pela PF ou pelo Ministério Público. Juiz só libera mediante pedido. Quem pediu? Pelo jeito será outra novela. Quem era o dono da grana do dossiêgate (apesar dos meus insistentes pedidos de propriedade)? Quem pediu a quebra do sigilo? Quem matou Odete Roitmann? Cadê o queijo que estava aqui?

E continua a matéria. Segundo Garcia, o governo "tem garantido nesse país uma liberdade de imprensa absoluta; tanto é verdade que tem sido objeto de um ataque fortíssimo da imprensa e tem convivido democraticamente com isso". E emendou: "Qualquer atentado a liberdade de imprensa receberá do governo e do PT uma condenação enérgica". (fonte Folha Online e literalmente transcrita). Esse verídico e impávido depoimento esquece que os petistas meteram a porrada nos jornalistas que cobriam a volta de Lula a Brasília ou os jornalistas da Veja que foram ameaçados na PF. E até agora não sei de nenhuma nota de repúdio do PT ou do (des)governo.

O que se fala não se faz.

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