quinta-feira, novembro 09, 2006


Estudos realizados, por diversos cientistas em todo o mundo, e divulgados, recentemente, na revista Science indicam que até o ano do senhor de 2048 a pesca comercial deixará de existir como atividade produtiva. O ritmo frenético da captura de peixes e frutos do mar está acabando com espécies inteiras. Caso não haja nenhuma ação, já era. O Brasil é um dos fortes candidatos a ficar sem seus recursos costeiros. O que daria uma bela desculpa para que, outros países, viessem explorar a plataforma continental dentro do limite das 200 milhas.

Pratiquei caça submarina por quase 11 anos. Neste meio tempo, morei 6 meses na Bahia, em Alcobaça, uma das portas para os atóis do entorno do arquipélago dos Abrolhos. Durante este tempo observei a pesca predatória do camarão. Sem contar com o assoreamento dos rios, que destruiram os manguezais, base da cadeia alimentar marinha da região. O peixe foi ficando cada vez mais raro. Atualmente, onde antes se fazia uma bela pescaria à 15/18 metros de profundidade, somente trabalhando a 50/60 se arruma alguma coisa. Claro que utilizando compressores, o que é ilegal.

Vi o mesmo acontecer em pesqueiros de lagosta. Em Gurarapari, forte produtora no sudeste, já em 88 só se encontravam espécimes de pequeno porte. Maceió e Fortaleza também foram pelo mesmo caminho.

Assim pessoal, a partir de 2048, caldeirada só se for de Tilápia

Outro assunto pouco comentado e tratado alhures é sobre a preservação da água. Estamos localizados sobre o maior resevatório do mundo de água doce. E o tratamos como se fosse lixo. Poluindo, poluindo e poluindo. O mundo irá lutar por água daqui a poucos anos. E não vejo nenhuma política nacional para este recurso estratégico. O pessoal fica gritando que a Amazônia está sendo loteada. Pensam nos coitados dos índios, onde meia dúzia possuem terras maiores que países. Ou em minérios. Esquecem-se da água. Não sou ambientalista nem eco-chato mas você bebe petróleo? Nem eu.

A ganância humana é realmente capaz de feitos além do bom senso. Alô, Greenpeace e outros eco-chatos. Ao invés de abraçarem árveres (*) deviam dar atenção a estes absurdos.

(*) O jardineiro é Jesus e as árveres somos nozes. Uma singela homenagem ao meu candidato em 2010.

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