quinta-feira, outubro 19, 2006

A mesma empresa responsável pela contagem de votos, na eleição brasileira de 2002, foi a escolhida para trabalhar na eleição do Equador. Pela módica quantia, de US$ 5,2 milhões, a E-Vote se comprometeu a entregar os resultados preliminares da votação para presidente duas horas depois do fechamento das urnas e para deputado após cinco horas da votação. Mas até ontem somente 72,25% dos votos a presidente foram apurados. Já a apuração parlamentar não havia saído do zero. O que causou o pedido de prisão do representante do consórcio.

É claro que com esta presepada o candidato de esquerda, apoiado por Hugo Chávez, está esperneando dizendo que o sufrágio está fraudado. Fato esse descartado pelo observador da OEA o ex-chanceler argentino Rafael Bielsa. No entanto, Bielsa disse que a missão havia advertido o TSE equatoriano sobre a fragilidade do sistema de contagem rápida, que deveria ter sido concluída ainda na noite de domingo, quando foram realizadas as eleições.

E aqui na terra brasilis todos acreditam que esta tal urna eletrônica é um show de tecnologia. Mas, pelo menos, se melarem a eleição de lá podemos fazer o mesmo por aqui se o molusco se re-eleger.

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