quinta-feira, outubro 26, 2006

Da série "você pode se surpreender". O difícil é dar nome.



Rasgo os desejos
Por ti tempo
Rejeito-o
A outros desejo

Sentimentos
Que não tardam
Aonde foram?
Aonde estão?

Quero lucidez
Quero realidade
Não vos quero

Alucina-te
Deslumbra-te
Não és mais razão
Ilusão

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Ressentido
o sentido
regurgitando o tempo

Minutos que surgem
ressurgem
ressentem-se

Sentindo
o sentido
ressurgido

Inexorável é
o sentido
sentido.

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Caminho desconhecido
Trás encontros
De almas resignadas
Desconhecidas, cúmplices

Cada alma
Carrega sua dor, sua história
Uma lágrima, um sorriso

Durante um átimo
O momento é eterno
Não mais estranhos
Somos

Se sonhos fossem
Se estranhos fossem
Desconhecidos caminhos
A rua

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Poetisa
Sonho acordado
Com suas lembranças
Devaneios

Farol iluminando
Os caminhos e descaminhos
Da alma
Pura, eterna

Realidade
Que se aproxima
Surge
Sugere

Tua obra, poetisa
Concreta, abstrata
Comove
E apaixona

(uma homenagem, atrasada, às poetisas e poetas pelo seu dia, em especial à minha boa amiga Rose)

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Vórtices que sugam
A pureza dos poemas
A clareza dos sonhos
A retidão do caminho
Horas, tempo

Perpetuam minha perda
Sugam a esperança
Envolvem-me nas suas linhas
Encurtam minha solidão

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