sábado, agosto 12, 2006

Primeiro a Operação Dominó desmantelou uma quadrilha, em Rondônia, envolvendo praticamente todas as altas autoridades do estado. O esquema já tinha desviado R$ 70 milhões.

Ontem, mais uma vez, a Polícia Federal prendeu "30 suspeitos de envolvimento em um esquema de venda superfaturada de alimentos para merenda escolar, quartéis do Exército e famílias carentes. Por meio do esquema, foram fraudadas licitações da ordem de R$ 126 milhões no Amazonas". Esta foi denominada Operação Saúva. "As fraudes ocorreram na Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e envolveram o fornecimento de 230 mil cestas básicas aos flagelados da seca que atingiu o Amazonas e o Pará, em 2005". Outra fraude, do mesmo grupo, envolveu o 12° batalhão de suprimentos do Exército. Neste caso as cestas básicas estavam contaminadas pelas coisas mais bizarras e nojentas que já vi. Entre os envolvidos são, além de empresários, estão o subsecretário de Fazenda do Amazonas, Afonso Lobo, o superintendente da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) Juscelino de Souza Moura e Manoel Paulino da Costa Filho, assessor do vice-governador do Amazonas, Omar Aziz (PMN). (fonte Folha Online)

Esses tipos de fraudes deviam ser objeto de lei específica, com uma única punição: perpétua sem direito a nada, nem visitas, nem sol e, se possível, alimentados com a própria comida que venderam. O incrível é que os valores envolvidos não são pequenos. O Brasil é realmente um país superlativo, abonado e próspero. Onde mais no planeta US$ 1 milhão é troco?

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