sexta-feira, agosto 11, 2006

O príncipe, o mendigo, o bobo da corte, a rainha louca e o mago. Essa é a trupe que estará nos infernizando durante a propaganda eleitoral. A propósito, tive que fazer uma reavaliação de cada papel perante as entrevistas ao JN. Aqui um pouco de suas vidas políticas (versão indignatus e a pedido da Vera).

O príncipe: Apesar das más linguas não nasceu em berço esplêndido. Filho do "Seu" Alckmin e "Dona" Alckmin, desde cedo teve que lutar por seu espaço. Teve um "insight" brilhante e cursou medicina, caminho mais curto para ser político no "interiorrr". Se formou em anestesiologia, especialidade que lhe deu um certo ar blasé e meio aéreo. Foi vereador e prefeito da grande cidade de Pindamonhagaba, a cidade da piada pronta. Foi deputado estadual e federal. Com a morte de Mário Covas se tornou governador do estado com o maior PIB do país. Escolheu um marqueteiro extremamente incompetente que o deixa sempre em cima do muro. Está em segundo lugar nas pesquisas de opinião mas pelo jeito vai tomar uma belo fumo.

O mendigo: Rui Pimenta é neto de imigrantes italianos, em sua maioria. Como não tinha nada para fazer seu "nôno" resolveu introduzir a anarquia no Brasil. O candidato do Partido da Causa Operária é formado em jornalismo pela Faculdade de Comunicação Social, Cásper Líbero, em São Paulo e deixou incompleto, em função da militância política, o curso de Letras (Latim, grego e português) da USP. Por dois anos viveu no estrangeiro, na Inglaterra (interessante não?). Nas últimas eleições, Rui Costa Pimenta foi candidato a vereador, a deputado federal e a prefeito de São Paulo pelo PCO, trabalhando para superar as debilidades financeiras e o pouco tempo na televisão. Grande experiência em ser candidato espera revolucionar o Brasil.

O bobo da corte: Esse dispensa apresentações. Nasceu lá no agreste do sertão nordestino. Perdeu um dedo e resolveu fundar o PT, juntamente com companheiros recém-anistiados. Não se sabe até hoje a razão, metafísica, para a escolha de um semi-analfabeto como principal candidato deste partido em detrimento de luminares intelectualóides. Essa é a grande questão a ser respondida. Pródigo em gafes (aqui), conseguiu a proeza de comprar um Airbus deixando de lado o maior exportador brasileiro de tecnologia, a Embraer, a ver navios. Está em primeiro lugar nas pesquisas e é, infelizmente, presidente do Brasil.

A rainha louca: Danada essa personagem. Posa de boa moça mas é do balacobaco. Entrou cedo na militância política. Foi vice-prefeita de Maceió, deputada estadual e senadora. Tudo isso pelo PT. Quando se tocou que, ao assumir o governo, Lula ia conduzir o Brasil pela bíblia tucana (ninguém se lembra disso?) ela se mandou e fundou o PSOL. Aparentemente um partido bicho-grilo, na verdade é o Partido Socialismo e Liberdade. Vem sendo a opção contra a corrupção e desmandos do (des)governo. Coerente até o último fio de cabelo.

O mago: Esse é um dos coitados da corrida presidencial. Mas o sujeito foi o único que conseguiu educar a cambada de loucos chamados motoristas. O cara é um mágico. Em Brasília o respeito pelo pedestre chega a ser engraçado. Tenho vários exemplos. Como era de se esperar de um ex-petista é formado em engenharia mecânica pela UFPE. Como não era bobo foi fazer economia em Sorbonne. Foi reitor da UnB, governador do DF, ministro da educação do governo Lula e finalmente foi ser senador por que ninguém é de ferro.

Maiores informações nos sites dos partidos, nos sites e blogs dos candidatos e na Wikipedia. Curiosamente ao procurar por Lula o resultado é um artigo sobre o molusco. Lula Molusco? Será?

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