sexta-feira, julho 07, 2006

O (des)governo devolve o comando dos Correios, epicentro do mensalão, para o PMDB. A gestão da empresa com 110 mil funiconários e faturamento anual de R$ 9 bilhões passa a ser política e não mais técnica. Este gesto, de extrema benevolência, é parte de um pacote onde serão entregues ministérios e estatais ao partido do Sarney como troca do apoio à re-eleição. Romero Jucá teve a cara de pau de dizer que o (des)governo não está pagando fatura alguma ao PMDB, já que era uma situação que já existia desde 2002.

Interessante notar que o cinismo neste tipo de ação é tão rasteiro que o sujeito não deve ter nem ficado vermelho. Defendeu a idéia de que este tipo de verticalização normatiza as ações dos órgãos e cria agilidade na gestão, pois todos os nomeados de uma determinada pasta passam a remar numa mesma direção. No caso, para o abismo profundo e insondável das maracutaias e negociatas.

Só explodindo mesmo.

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