quarta-feira, abril 12, 2006

Todos estamos acompanhando a derrocada da Varig. Não vou questionar aqui os desmandos da gestão da empresa, principalmente, o comportamento estranhissimo da Fundação Rubem Berta. Minha análise parte de uma conversa com um fã incondicional da Varig. Nessa conversa ele me apresentou o perfil da dívida da Varig: 70% com o (des)governo e 30% com o mercado privado. Na verdade 54%, da dívida, é relativa a uma demanda jurídica referente a impostos, devidos ou não, que a Vasp e a Transbrasil já foram vencedoras. Tirando a empatação da FRB o restante da dívida é perfeitamente administrável, com boa vontade e, melhor, sem transferir recursos públicos , a custo zero, para a empresa. Tipo uma renegociação de longo prazo a juros razoáveis ajudaria bastante. E existem mais de 11.000 empregos em jogo.

Mas a questão maior é a da soberania. Não podemos ignorar que a Varig opera um percentual significativo das rotas aéreas internacionais. Caindo a Varig, nem a Tam nem a Gol conseguiriam suprir essas rotas. Empresas aéreas estrangeiras teriam esse privilégio entregando nosso espaço aéreo a outros interesses.

Esse é um problema herdado pelo PT e espero que eles não metam os pés pelas mãos, como lhes é habitual.

Copyright 2010 Jus Indignatus por Ricardo Rayol*template e layout layla*
Clicky Web Analytics