quinta-feira, março 16, 2006

A revista britânica "The Economist" diz, em sua última edição, que o hábito de ler do brasileiro é uma vergonha nacional. Apoio totalmente. O preço dos livros é um absurdo considerando o poder aquisitivo da população. Umas das saídas foi um encontro entre governo e ONG's e o lançamento, no dia 13 de março, do Plano Nacional de Livros e Leitura. A medida busca impulsionar a leitura, por meio da abertura de bibliotecas e do financiamento de editoras. Financiamento de editoras, financiamento de editoras. Desculpem-me a repetição da frase catártica e cataléptica, mas será que nenhum ser, com um mínimo de QI, parou para pensar numa estratégia de redução de custos do setor editorial de forma a baixar os custos de produção e da cadeia de distribuição ao invés do financiamento de editoras, com nosso suado imposto?

Ler é tudo. Sou o homem que sou pelo acesso a uma boa educação e ao estímulo, as vezes sofrido, por parte de meus pais, no hábito da leitura. Li e leio pra cacete. Tudo bem que não sou nenhum intelectual e leio para me distrair, mas de qualquer forma estimulou meu senso crítico e minha indignação com o que acontece no nosso cotidiano, conforme antigo provérbio austro-hungaro-otomano. Pelo menos tenho QI suficiente pra saber que lá vem outro plano furado, com uma mamata com dinheiro público. E com certeza o Lula tem algum amigo editor. Ou então seus asseclas.

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