terça-feira, janeiro 17, 2006

Como todos sabem a população mundial cresce a passos largos. Hoje somos 6.489.899.000 habitantes. Gente que não acaba mais.

Minha encanação maior é com a Igreja. A teimosia em permitir o controle de natalidade me beira as raias da loucura. Não é possível que o Vaticano acredite que vai haver comida para todos (se hoje em dia já não há imagina daqui uns 50 anos). Vá lá que os ensinamentos de Cristo, crescei-vos e multiplicai-vos, seja pertinente a uma época onde a população era pouca e o Cristianismo realmente necessitava engordar suas fileiras com a proliferação da procriação. Na revolução industrial não é tão fácil perceber a aplicação desse ensinamento. Pelo lado econômico sim. Quanto mais pobres maior a reserva de mão-de-obra e menores as remunerações.

Mas meu objetivo não é baixar o pau nessa atitude cretina. Voltando ao título desse post, o crescimento desordenado da população mundial fará com que o capitalismo rua pelo simples fato de ser impossível sustentar uma sociedade moldada, em sua essência, pela força do capital. Acredito que em algum momento a economia irá migrar de grandes latifúndios para unidades familiares auto-sustentáveis, pelo menos no que diz respeito à comida e água, onde não existirá mais a relação capital/trabalho atuais. Algo do tipo uma reforma agrária agressiva e inevitável. A imagem de um mundo, tipo “Metrópolis” de Fritz Lang, não faz o menor sentido a não ser que tenhamos um retorno a uma sociedade feudal, onde os camponeses/trabalhadores serão mantidos nessa situação por temor ao divino, a Igreja estimulando essa crença e os guerreiros/autoridades baixando o sarrafo em quem contestar.

Um caso a se pensar.

PS: No tempo que levei para escrever esse post a população mundial cresceu para 6.489.900.695 habitantes.....

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