quinta-feira, dezembro 08, 2005

Li no blog da Elaine Paiva um post com texto, de autoria de Laurindo Lalo Leal Filho, a respeito (ou desrespeito) do tratamento que é dado pelo editor do Jornal Nacional, William Bonner, aos espectadores médios. Tratados por Hommer Simpson deixou indignados uma turma de intelectualóides que estava visitando as instalações da Globo. (isso virou email que está rolando por aí)

Mostrou como se dá o processo de escolha das notícias relevantes (?) que serão veiculadas à noite. Obviamente um processo completamente escroto. Alegando que o espectador médio (nós os Hommers Simpsons) não entende porra nenhuma do que está acontecendo são escolhidas aquelas típicas de figurar no antigo e nostálgico periódico "O Dia", cujas páginas pingavam sangue e escândalos de baixa extração.

O que não foi colocado neste texto e que considero relevante é que a Globo não tem comentaristas que façam o papel de facilitador entre a notícia e o público. Aqueles que tinham essa característica trataram de se mandar de lá.

Mas, avaliando a Globo, esse tipo de visão de seu cliente não está restrita apenas ao tele-jornalismo. Tive o desprazer de, por duas vezes, acompanhar a programação vespertina deles. Pqp, me senti o próprio idiota. Video-show, malhação, almas gêmeas etc são de trasnformar a cabeça de um cristão em geléia de nabo. Não escapa nada.

E vou além, pelo visto pouca coisa escapa dos outros canais, seja feita a justiça. Só programa inútil. Mas em um país que Paulo Coelho e Bruna Surfistinha são escritores de sucesso, onde a Caras é sucesso editorial e onde a Lucianta Gimenez é referência de programa noturno não deveríamos estar surpresos com a desfaçatez e deselegância daquele Bonner.

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