quinta-feira, dezembro 15, 2005

Sou um crítico de arte. Aliás, sou crítico pra cacete. De vez em quando vejo as reportagens que são feitas, por ocasião da Bienal, e fico pasmo com tanta coisa cretina que chamam de arte. Tenho uma amiga, cuja mãe foi gerente de uma galeria no Shopping da Gávea, e fui convidado para uma vernissage, lá vi uma das coisas mais idiotas do mundo. O artista colou um monte de caixas de fita k7 uma nas outras e colocou em exposição. Que diabos ele queria dizer com aquilo não faço a mínima. E na Bienal já vi fonte de chocolate (deve ser uma ode à fantástica fábrica de chocolate) e uma parede de uns 9 metros absolutamente branca com uma coisa branca colada no meio dela. Vai se entender.

Como viajo muito leio as revistas de bordo das empresas. Tenho lido muito sobre uma tal Adriana Varejão, consagrada mundialmente, com obras nas galerias e museus mais bacanas (sic) do mundo. O que me chamou a atenção foi a crítica na revista da Gol feita pelo renomadíssimo curador do MAM Cauê Alves, que reproduzo aqui:

"blábláblá.. As pinturas monocromáticas de ambientes internos ladrilhados como blábláblá, compostas de formas geométricas nada rígidas, podem ser vistas como pesquisas sobre a ambiguidade da experiência sensível. Trata-se de espaços vazios e enigmáticos, blábláblá". A artista desenha uma parede de ladrilhos disforme e vira arte consagrada com direito a uma análise digna de Freud. Talvez ela ser casada com um milionário que colecionava suas obras ajude.

Enfim, somos todos uns pobres coitados ignorantes e grossos que não entendem porra nenhuma e eles devem estar de sacanagem.

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